Desde tempos antigos, a cerimônia de casamento sempre foi um momento de grande importância e desejado por muitos homens e mulheres como sinônimo da oficialização de uma relação e o começo de uma nova etapa de vida. Neste momento o casamento é visto como um sonho. Evidentemente, para os que assim planejam, o resultado é alcançado. O conceito de casamento, nos dias de hoje, continua propondo um contrato de união e o esboço da futura vida a dois, com todas as responsabilidades e prazeres oriundos desta escolha, porém algumas particularidades inerentes à sociedade moderna foram agregadas.
O desenho social atual propõe novas situações observáveis no âmbito relacional, apresentando relações que contam com todos os elementos presentes em um casamento típico, porém sem o caráter oficial. Este quadro, por vezes, é chamado de união estável. Neste caso, além dos vários elementos característicos de um casamento clássico, podemos verificar que o comprometimento do casal no desejo de se alcançar objetivos juntos poderá não ser diferente de uma relação que foi oficializada. Esta modalidade de relação está sendo muito associada aos casais homossexuais, ou aos casais heterossexuais que simplesmente não vislumbrem uma oficialização por já se sentirem assim condicionados.
As relações ditas “informais” correspondem à uma parcela muito grande de pessoas que buscam estar com seus parceiros sem envolvimentos jurídicos e/ou religiosos. Para outros, o casamento representa a celebração do sucesso de uma relação e a escolha de se viver com um casal por muito tempo, e por isso julgam essencial que o mesmo seja realizado. A interpretação de cada ato é imprescindível para diferenciarmos uma relação de um casamento.
O julgamento do sucesso de uma relação evidentemente não está relacionado ao modo como foi configurada, mas no envolvimento de ambas as partes. Nos dois casos, nas relações oficializadas ou não, assumir uma identidade adulta e madura é essencial para que a relação seja observada como um fenômeno em constante crescimento.
Atualmente, é extremamente comum que adultos sejam vistos utilizando seus smartphones e tablets em todos os lugares. Restaurantes, ônibus, salas de espera e ruas contam com cada vez mais pessoas interagindo com suas redes sociais em seus aparelhos. Inevitavelmente, esta tendência comportamental começa a atingir as crianças que, hoje, se interessam por este tipo de tecnologia cada vez mais rápido. Mas, o que fazer quando o seu filho está sempre plugado e se esquece do mundo off-line?
As crianças da geração atual pouco podem ser comparadas com as crianças de gerações passadas no quesito conectividade. A possibilidade de se estar online e atuante em várias redes sociais e jogos, desperta o desconforto de pais e mães que ficam sem saber como reverter este quadro e como supervisionar o que os filhos acessam em seus dispositivos. Neste momento, no lugar de uma simples e taxativa proibição, é importante que os pais conversem com seus filhos e expliquem para os mesmos, de maneira adequada, as consequências negativas de uma superexposição na internet.
No cotidiano, percebemos crianças realizando passeios, programas com a família, almoços e uma série de outras situações acompanhadas de seus gadgets, alternando seus olhares entre a tela dos aparelhos e a atividade que ocorre simultaneamente. Este é um clássico comportamento de uma criança dita “plugada”, pois a eventual falta dos aparelhos já poderá causar desconforto e irritação.
É comum que os pais se sintam tranquilos por verem a criança ocupada e distraída com algo que pode ser realmente interessante, como um jogo educativo e estimulante, porém é importante que os mesmos evidenciem a necessidade da ocorrência outras atividades na rotina de seus filhos que não envolvam somente o toque em uma tela. Esta intervenção torna-se possível e eficaz quando são propostas atividades que visem à interação entre pais e filhos, além de outras crianças, como brincadeiras e passeios. Além disso, é importante que a utilização de celulares e tablets seja combinada entre pais e filhos, dentro de limites saudáveis.
Workaholic é uma palavra inglesa resultante da fusão entre “work” = trabalho e o sufixo “holic”, que exprime compulsão, vício. Desta forma, temos sua tradução literal: workaholics são pessoas viciadas em trabalho, que chegam a excluir uma boa parcela de sua vida pessoal em função de mais horas de produções profissionais. Algumas variações desta expressão também são muito conhecidas, como “shopaholic”, palavra usada para caracterizar pessoas viciadas em compras.
Workaholics são pessoas extremamente devotas ao trabalho, sendo este desenvolvido dentro do ambiente organizacional e também fora dele. Desta forma, verifica-se que workaholics, por serem profissionais dedicados, ultrapassam as barreiras de suas empresas ou escritórios transportando uma grande quantidade de conteúdos e projetos a serem desenvolvidos em casa, comprometendo gravemente seus momentos de descanso e lazer, essenciais para uma boa qualidade de vida.
O cenário do mercado de trabalho atual estimula o desenvolvimento sólido, consistente e próspero, exigindo assim uma quantidade de horas de trabalho cada vez maior, fazendo com que o trabalhador absorva esta responsabilidade e se determine a atingir metas. Frente aos objetivos, descansar parece impossível e improvável! Para que se possa construir uma rotina saudável, horas de lazer e descanso são essenciais, e a carência destas pode colaborar com o desenvolvimento de várias doenças de caráter psíquico e biológico, pois o corpo certamente responderá a esta sobrecarga.
Evidentemente, todos os trabalhadores devem buscar desenvolver suas funções de forma responsável e frutífera, porém analisando a relação quantidade X qualidade, pode-se constatar que muitas vezes o sucesso e o fracasso de projetos dentro do âmbito profissional pouco estão relacionados somente à quantidade de horas trabalhadas. Contemplando a qualidade do aproveitamento das horas disponíveis, pode-se trabalhar de maneira eficaz, uma vez que excessos nunca serão saudáveis!
Stress é uma palavra, que, apesar de ter um significado objetivo, possui interpretações subjetivas. Explicando, stress é o conjunto de fatores externos e pressões internas que dão origem a um quadro de respostas psíquicas e físicas que perturbam o bem-estar de um indivíduo. Dizemos que sua interpretação é subjetiva, pois cada pessoa conta com a individualidade de seu cotidiano para predizer o que irá lhe causar stress.
As fontes estressoras podem permear tanto pelo âmbito pessoal, compreendendo relacionamentos familiares, relacionamentos conjugais, autoestima, violência urbana, etc., como pelo âmbito profissional, compreendendo fatores relacionados ao ambiente de trabalho, satisfação e situação financeira. Desta forma, é possível observar que cada pessoa irá moldar o seu quadro de stress de acordo com as situações que podem causar sentimentos de desestabilidade emocional dentro de seu contexto. O que é estressor para uma pessoa, pode não ser para outra. Além disso, algumas pessoas podem ser mais suscetíveis ao desenvolvimento de um quadro de stress.
De modo geral, os sintomas mais comuns de um quadro de stress englobam irritabilidade, insônia, dificuldade de concentração, e sintomas físicos como tremores, mãos suadas, etc. Na realidade, os sintomas do stress são muitos, pois cada pessoa responde de uma forma, mas podem ser identificados com maior facilidade porque comprometem o rendimento do indivíduo, fazendo com que se perceba a necessidade de se atentar ao tratamento deste.
O enfrentamento de um quadro de stress pode ser realizado de várias formas. Entender o problema e suas causas individualmente é de grande importância para que não haja fuga e ansiedade. Também, atividades descontraídas que proporcionem prazer e satisfação são imprescindíveis para que se possa sair da imersão das situações problemáticas que originam o stress. Concomitantemente, pode-se iniciar um processo de psicoterapia. Os problemas são parte da vida de todos e poderão surgir, porém a interpretação, convivência e resolução dos mesmos pode ser realizada de maneira saudável.
A notícia não é nova, porém muito interessante! Em tempos de estudos acerca de transtornos alimentares, aumento do índice de obesidade, e o destaque da construção de hábitos alimentares saudáveis, uma empresa de alimentos americana lançou no mercado pacotes semelhantes aos que acondicionam vários tipos de alimentos consumidos em larga escala por pessoas de todas as idades como balas e biscoitos, que ao invés de guloseimas, contém cenouras!
A alimentação não é caracterizada apenas pelo ato de se ingerir alimentos. Alimentar-se significa escolher aquilo que será consumido, e de que forma este consumo será realizado. Além disso, hábitos alimentares incompletos ou falhos podem desencadear várias disfunções físicas e psíquicas. A ideia da empresa de alimentos é estimular o consumo de alimentos saudáveis por públicos conquistados pelas embalagens coloridas que os alimentos atraentes, porém não tão saudáveis, apresentam. Desta forma, cenouras ganham uma roupagem com ares modernos.
Analisando o comportamento humano, pode-se perceber que pessoas de todas as idades são atraídas por embalagens de cores vivas, letras chamativas, e até pelo ruído característico ao se abrir o pacote, certas de que lá vão encontrar algo muito gostoso, porém pouco saudável, porque alimentar-se, como dito acima, não é apenas ingerir o alimento, mas uma experiência completa. O objetivo das embalagens propostas para as cenouras é garantir as características secundárias de se comer algo que nem sempre seja recomendado no âmbito nutricional, porém com foco apenas no alimento em si.
Deve-se ressaltar que, apesar do produto sugerir novas concepções, a construção de uma rotina alimentar saudável e a diminuição de seu impacto no comportamento devem ser promovidas por profissionais específicos de cada área.
Em todos os contextos sociais e meios de comunicação, a palavra personalidade é muito disseminada. Vários tipos de classificações são enumerados quando se discute a personalidade de uma pessoa. Quantas vezes já ouvimos pessoas dizendo que alguém “não tem personalidade”? Este, com certeza, é um equívoco comum ao se avaliar traços, atos e hábitos de um indivíduo.
A personalidade de uma pessoa é constituída do arranjo de características e processos psíquicos que originam comportamentos, hábitos e formas de pensar. Costuma-se dizer, coloquialmente, que uma pessoa “sem personalidade” é alguém incapaz de contemplar tais processos, necessitando espelhar-se nos padrões de comportamento observáveis de terceiros. Porém, este fenômeno por si só já caracteriza uma personalidade! Além disso, o comportamento e as convicções de uma pessoa podem mudar.
A possibilidade de mutação da personalidade é amplamente discutida, porém, vários estudos comprovam que a personalidade pode estar sujeita a mudanças ocasionadas pelas variações dos contextos e vivências que compõem os vários estágios de nossas vidas.
Pode-se concluir que a personalidade de uma pessoa está muito além daquilo que lhe é mais notório, ou da influência do modo de pensar e agir de outros indivíduos, sendo, na realidade, o conjunto de paradigmas que norteiam o comportamento de todos os seres humanos.
Ter um emprego, ser dono de um negócio, ou mesmo ser um profissional autônomo são atividades presentes na rotina da maioria das pessoas. Porém, trabalhar não significa apenas ter um emprego e um salário. Trabalhar é uma atividade que engloba várias características comportamentais, que muitas vezes não se concentram apenas em temas profissionais, mas também pessoais.
Quando uma pessoa procura um emprego e começa a trabalhar, muitos tópicos podem ser observados: é por vontade própria que o fez, ou por necessidade? Há alguma pressão externa? Estes fatores são, sem dúvidas, imprescindíveis quando se analisa o comportamento de um trabalhador dentro de uma empresa, ou em seu próprio negócio. Muitos conteúdos pessoais e sentimentais podem definir a atuação de um profissional, e é por isso que todos devem conhecer suas habilidades, facilidades e limites.
Trabalho diário é algo que propõe ao ser humano várias vivências diferentes que são norteadas pela motivação, salário, satisfação, entre outras questões. Desta forma, trabalhar não é simplesmente exercer uma profissão, é deparar-se com escolhas e desafios e por isso é extremamente importante que se mapeiem situações de trabalho, permitindo que cada pessoa conheça sua realidade profissional.
Um ambiente de trabalho saudável é extremamente favorável para que o ser humano possa desenvolver sua atividade de forma motivadora e eficaz, o que pode englobar desde a maneira como está configurado o grupo de trabalho, a relação com seus superiores e subordinados, até o espaço físico. Uma situação problemática verificada em um ambiente de trabalho é a automaticidade, ou seja, trabalhadores que exercem um ofício sem realmente atribuir um significado ao mesmo, dando origem a situações de evasão e stress intenso.
Trabalhar é uma atividade que pode ser vivenciada de maneira produtiva e frutífera, desde que observadas características pessoais e profissionais de cada um. Deve-se atentar aos principais motivadores que dirigem o ser humano a um determinado tipo de atividade, e se este está, de fato, atingindo seu objetivo.
A amizade entre homens e mulheres, e sua credibilidade, é sempre tema de grandes discussões e vivências. Muitas pessoas se perguntam se esta relação funciona. Por que a amizade entre homens e mulheres ainda é tão estigmatizada? Para entendermos o motivo deste fenômeno, precisamos compreender o significado de uma amizade.
Em linhas gerais, a amizade oferece ao ser humano situações de troca, desprovidas de critérios complexos e com momentos prazerosos. Assim, podemos verificar que a amizade é uma relação focada em reciprocidade. Porém, como estamos lidando com o sexo oposto, percebemos que a veracidade da resposta da pergunta que dá título ao texto depende exatamente de quem a responderá, pois o conceito de amizade pode ser extremamente subjetivo, assim como o que uma pessoa espera do sexo oposto.
Enxergar uma pessoa do sexo oposto como um possível amigo depende diretamente do que esta diferença representa para cada um. Sendo amigo de uma mulher, um homem está propenso a descobrir, em sua vivência, situações e conceitos oriundos de diferentes prismas, e a lidar com o conhecimento e manutenção de seus próprios anseios emocionais e sexuais, a fim de preservar a relação amigável, e isto também ocorre com a mulher. Se forem casados, muitas vezes experimentam a intolerância proveniente do (a) parceiro (a), que pode entender esta amizade como uma ameaça.
Homens e mulheres podem imprimir visões diferentes dentro de uma relação de amizade, pela existência de inúmeros aspectos culturais. Porém, há a possibilidade de que ambos batalhem pelo sucesso desta amizade, em prol de uma relação que aborde conteúdos satisfatórios para os dois, lidando com possíveis desejos que possam descaracterizar a relação construída.
Estamos agindo por impulso?
A grande maioria das pessoas já experimentou, ao menos uma vez, a sensação de se ter realizado algo, como dito popularmente, “no impulso”. Porém, para muitos, esta pode ser uma situação corriqueira. Agir por impulso pode acarretar, além de uma decisão inadvertida, consequências duradouras.
Os impulsos são sentimentos comuns em todos os seres humanos quando estamos diante situações que exijam escolhas, ou quando simplesmente sentimos alguma vontade, um desejo muito forte. Contudo, o que deve ser discutido não são apenas os impulsos, mas as atitudes que temos ao senti-los.
Muitas pessoas, ao identificarem um impulso, são capazes de perceber e conter ações que poderiam influir em sua vivência de forma negativa e prejudicial. Porém, muitas outras cedem aos impulsos. O que vale destacar é que os impulsos são passageiros, porém o comportamento adotado frente aos mesmos pode originar situações que perdurem. Quando isto se torna algo frequente na vida de uma pessoa, sentimentos como ansiedade, arrependimento e culpa, podem surgir.
As consequências oriundas de comportamentos impulsivos podem ter várias naturezas: financeira, pessoal, profissional, etc. É importante ressaltar que ceder a um impulso, isoladamente, não significa possuir uma patologia, porém alguns impulsos podem desencadear um comportamento patológico, como a cleptomania, que é o impulso por furtar. O autoconhecimento é uma ferramenta importante ao pensarmos sobre comportamentos impulsivos. Desenvolvendo-o, a percepção de situações que possam contribuir para o surgimento destes sentimentos, e a prevenção de futuras ações, tornam-se mais claras.
Uma música, um livro, um filme, uma peça de teatro, ou um programa de televisão. Hoje é fácil perceber como a linguagem é versátil. Mas, por que estas formas de comunicação obtém tanto êxito em determinadas situações?
Quando escutamos uma música, por exemplo, podemos verificar que esta pode ter uma letra simples e uma melodia fácil, ou mesmo o contrário, e nos perguntamos: por que faz tanto sucesso? Talvez a resposta esteja justamente na rapidez alcançada ao atingir o seu público alvo, ou ainda na conquista de novos públicos com sua proposta, causando uma identificação imediata. Temas recorrentes incluem relacionamentos, felicidade, desencontros e diversão, tópicos presentes em grande parte da população. Uma música pode expressar o cotidiano de uma pessoa, bem como seus desejos, traduzindo em canções muitas vivências. A mesma coisa ocorre com outras formas de comunicação, como alguns tipos de programas de televisão, como veremos a seguir.
Depois de mais de dez anos no ar, a fórmula de reality shows persiste. Reality shows, hoje, são temas de várias discussões. Há quem ame, há quem odeie. É interessante observar que, para ambos os casos, estes programas causam certa comoção, porque despertam sentimentos. Destacando o que ocorre dentro do programa, podemos perceber a mais clara paleta de estereótipos. Estes estereótipos podem ter exatamente a função de fazer com que o telespectador facilmente se identifique com aquelas pessoas, dotadas de características, costumes e ideais semelhantes aos de muitos. Mas, por que é necessário se identificar? Pois, desta forma, o ser humano torna-se conhecedor e crítico de si, analisando no outro aquilo que também lhe pertence. Além de proporcionarem interação, os realities são muito propensos a atingir seu público de maneira assertiva, e, sendo ele composto por diferentes idades, inspira atenção. Através destas figuras, ou mesmo das músicas citadas no início, além de várias outras formas de situações, muitas pessoas conseguem nomear e perceber seus sentimentos e conteúdos que antes talvez fossem esboços.
Ainda que por muitas vezes possamos observar todos os olhos voltados para um determinado assunto ou fato, vivemos em uma sociedade plural, dinâmica e heterogênea, onde cada grupo cultural possui seus conteúdos, diretrizes e pontos de vista, possibilitando que assim, todos os produtos de diferentes formas de linguagem sejam enriquecedores, se interpretadas de maneiras saudáveis.