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Briga entre Record e Folha de São Paulo causa vergonha!
:: 08-04-2009 8:30:00

 

O texto abaixo é um comentário do leitor Marco Ulgheri aos posts (este e este) publicados aqui no Divã do Masini (na Abril) sobre a briga entre Record e Folha de São Paulo. Ontem (7), a emissora do Bispo veiculou reportagem criticando um editorial do jornal que denominou a Ditadura brasileira como "Ditabranda". Fiz questão de transformar o comentário dele em post - uma excelente oportunidade para refletir sobre jornalismo. Após o comentário do leitor a minha resposta deixada no artigo comentado por ele.

"Hoje (7 de abril 2009) se ultrapassaram todos os limites na transmissão da Record sobre o comprometimento da Folha com a ditadura:

1) Como a rede Record pôde fazer uso de um tema tão delicado instrumentalizando-o aos seus interesses editoriais? Mais respeito às vítimas da Ditadura!

2) O tratamento reservado à Folha revela uma leitura destorcida e parcial da história (somente a Folha teve ligações com a ditadura?), fazendo um desserviço e deseducando o povo brasileiro, fazendo uso de uma concessão pública; mais respeito com a verdade!

3) Que a chefia de redação da Record se revele subserviente às ordens da chefia comercial do canal na produção de matérias como estas, revela sua absoluta falta de independência e comprometimento com sua Missão Primária, aquela de relatar e reconstruir a verdade e os fatos com imparcialidade e completeza, doam a quem doer; mais respeito com o público telespectador!

Basta com esta vergonha jornalística! Em que mãos está a informação?"

Minha resposta a Marco Ulgheri!

Ontem, por sorte, assisti parte da reportagem. Suas questões são pertinentes. Em resposta à sua última pergunta, digo: há muito se faz jornalismo partidário, e não só na parte destinada ao editorial. Balela não crer também que jornalismo não está lincado com a área comercial, e isso não é "qualidade" apenas da mídia do interior. Portanto os interesses do veículo, sejam eles comerciais ou políticos, sempre ocuparão destaque nas matérias, nas manchetes, no editorial ou em veículo menor do grupo.

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Natureza feminina - parte 12
:: 08-04-2009 8:00:00

 

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Dois “Brasis”
:: 07-04-2009 9:00:00

Que país é este” é nome de música, eternizada nos versos criados pelo poeta líder da Banda Legião Urbana, Renato Russo.  A letra foi escrita em 1978, quando Renato ainda fazia parte do Aborto Elétrico. Há 31 anos ela continua ditando o ritmo, principalmente nos players do Planalto Central e das autoridades municipais.

A Band mostrou mais um escândalo em solo brasilis, mas precisamente o paulista.  O vereador de São Paulo, Ushitaro Kamia que ganha R$ 9 mil por mês, está construindo uma casa avaliada em R$ 6 milhões. Kamia está sendo acusado de não declarar a construção à Justiça Federal. Eu quero uma semente dessa árvore do dinheiro ou ter o dom da multiplicação.

A mansão está em construção na zona norte da capital paulista, na serra da Cantareira. Em condomínio fechado e de luxo — uma casa não custa menos de R$ 1 milhão. A casa do vereador possuirá entre vários cômodos, salão de festas, sala de meditação e leitura, 2 elevadores e uma cascata. O vereador usou ainda de carro oficial da prefeitura para comprar material de construção. As imagens mostraram , mas ele negou e desconversou na reportagem, claro.

Enquanto isso...

Pessoas humildes constroem moradias em áreas de risco. É o caso do trabalhador Lourenço, que perdeu nesta segunda-feira (6) mãe e irmão, soterrados nos escombros da própria casa. Lourenço é brasileiro e eleitor. Ao menos este homem humilde construiu sua casa com dignidade, dificuldade e muito suor. Lourenço chora pelos entes queridos, pela casa destruída, por não saber onde colocará a cabeça para repousar. Enquanto isso políticos aparecem rindo de si próprios, quando ridicularizados por suas incompetências em programas como o CQC (Band). Deleitam-se em orgasmos múltiplos por se safarem de mais uma CPI da Pizza ou no sucesso da propina conseguida de maneira ilesa.

“Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. A frase é de Abraham Lincoln, o maior estadista americano de todos os tempos. O caráter dos nossos políticos está á prova cotidianamente, mas a ética, a sobriedade, a dignidade, o decoro e outros tantos bons adjetivos estão perdendo de goleada para a corrupção, a desonestidade, a malandragem, a inversão de valores, a ganância, o legislar em causa própria e de grupos pequenos, mas robustos (R$) segmentos da sociedade.

Resta-nos, por favor, a indignação. Resta-nos sonhar. Resta-nos o agir, cada um a seu modo e com a sua força.

 

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41 anos sem Martin Luther King
:: 07-04-2009

 

Reconheço o atraso e displicência. Afinal, datas especiais não podem passar em branco. Dia 04 de Abril comemorou-se 41 anos sem o grande líder Martin Luther King.

Martin Luther King (1929-1968), pastor norte-americano, Prêmio Nobel, um dos principais líderes do movimento americano pelos direitos civis e defensor da resistência não violenta contra a opressão racial. Foi escolhido líder do movimento a favor dos direitos civis das minorias após organizar o famoso boicote ao transporte público em Montgomery (Alabama), em 1955.

Lutou por um tratamento igualitário e contribuiu para a melhoria da situação da comunidade negra, mediante protestos pacíficos e discursos enérgicos sobre a necessidade do fim da desigualdade racial. Em 1963, dirigiu uma marcha pacífica do monumento a Washington até o Lincoln Memorial, onde pronunciou seu discurso mais famoso: "Eu tenho um sonho".

Fonte: Instituto Cultural Portal Afro. Via Glauciane.

 

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Mulher pelada, Lusa e Maguila
:: 06-04-2009 16:00:00

 

"No dia em que chover mulher pelada em São Paulo, cai o Maguila no Canindé."

A frase acima só podia ser do Milton Neves. O comentário foi feito logo após a vitória do Santos, de virada, para cima da Ponte Petra (3 x 2). A vitória do Peixe tirou a Lusa das semifinais do Capeonato Paulista. Mas tudo acontece contra a Portuguesa. Oh azar, oh vida!

Os próximos jogos:

Sábado - 18h30 - Vila Belmiro

Santos vs Palmeiras

Domingo - 18 horas - Pacaembu

São Paulo vs Corinthians

Quem vai para a final?

 

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Berliques e berloques do Masini
:: 06-04-2009 10:00:00

 

Qual o tamanho do pênis?

Qual o adolescente com espinhas no rosto não fez essa pergunta? Ok! Sei que tem muito nerd por aí que quer mesmo só saber o tamanho da memória RAM. Eu fiz essa famigerada pergunta quando era (?) o feinho da turma, mesmo sabendo que já na época eu tinha... (curiooosoosss)

Creio que o grupo teen não faz parte do target do meu blog. Mas está aqui a resposta à pergunta título deste post.

Honda apresenta robô guiado pelo pensamento

Esses japoneses...

Se esse robô utilizasse meus pensamentos como bateria, ele teria uma overdose de carga. Minha mente anda ligadona. Isto não é muito bom para a minha saúde e para a paciência dos que me rodeiam.

Acho que vou tomar um ansiolítico.

Gosto (?) de pessoas diretas

Meu médico (e amigo) disse:

- Masini... pare de jogar vôlei. Nesse momento pare de caminhar também. Seus joelhos e coluna - tem o ombro direito também - não permitem mais estas atividades impactantes.

- Mas... (tentei sem sucesso interrompê-lo).

- Vá jogar cartas, continuou. Fedô, por exemplo. Caso contrário as coisas não vão cheirar bem para o seu lado.

 

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Campanhas "pubiscitárias"
:: 06-04-2009

Que culpa tenho se só pensas... naquiiiilo?

 

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Questões de português – parte 33
:: 05-04-2009 8:00:00

 

"Vareijo": o lugar onde se vende queijo, claro.

Meio dia e meio

Corrija-se: meio-dia e meia.

Meia subentende-se a palavra hora, então meia hora e não meio hora. É comum ouvir meio dia e meio, talvez por influência da expressão masculina meio-dia.

Aluguel ou Aluguer?

Ambas as formas estão corretas. Mas convém dar preferência à primeira, por ser mais generalizada e por se harmonizar melhor com a nossa fonética. Em alguns casos, é indiferente o emprego de uma ou outra forma; em outros, pelo contrário, deve-se dar preferência às formas de uso constante.

Confira outros exemplos conhecidos como formas variantes:

assoviar – assobiar; coisa – cousa; loiro – louro; derrubar – derribar; marimbondo – maribondo; bêbado – bêbedo; diabete – diabetes; baralhar – embaralhar; perspectiva – perspetiva; catorze – quatorze; taverna – taberna; ridicularizar – ridiculizar.

 

Everton de Paula escreve aos domingos no Divã do Masini. É professor de Português, Literatura, Latim e Francês. É especialista em lingüística e semiótica. Mestre em Educação e Doutorando em serviço social. É diretor de Publicações da Editora Unifran e Editor-chefe da mesma. Jornalista, conferencista, escritor e colaborador cultural do Jornal Comércio da Franca.

 

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Estão arrebentando nossos tímpanos
:: 04-04-2009 8:00:00

Estamos vivendo talvez os tempos mais barulhentos de nossa história. É um crime somente observar, sem interferir, que  jovens com alto potencial de intelectualidade continuem sendo arrebatados de sua condição de “ser pensante” cerceados de seu direto à manifestação individual, por um mundo dominado pelo consumo, por uma avalanche de “modelos e padrões” que contribuem para uma ausência de identidade impraticável e extremamente nociva para a humanidade.

Neste contexto, a música como qualquer outro meio pode ser ferramenta tanto para o desenvolvimento pessoal como para a alienação da consciência. A música ouvida pelos nossos jovens hoje está recheada de mensagens destrutivas de valores sociais e individuais, focando principalmente para a destruição da família e proliferação da prostituição e do alcoolismo.

Muitas cidades se ressentem de um resgate cultural e espaços acessíveis à boa música. O que vemos são pessoas em sua maioria jovem, com veículos equipados com som em volume altíssimo, tocando “abre a mala solta o som”, ou coisa muito pior, reproduzindo o que há de mais pobre em matéria de música e sem nenhuma contribuição para a cultura local.

Existem outros excessos praticados contra nossos pobres tímpanos um deles nas igrejas. Cantores soltam as vozes e usam amplificadores de som em volumes insuportáveis, como se igreja fosse palco de teatro e não um local de respeito e orações. Outra coisa irritante são os altíssimos decibéis provocados pelas bandas, conjuntos e DJs, nas recepções em buffets. Não há tímpano que aguente música - se é que barulho pode ser chamado assim - tão estridente que ninguém pode sequer conversar com quem está ao lado. A maioria dos convivas não agüenta e se retira cedo, com a cabeça estourando e ouvidos aniquilados. Tudo por causa de uma festa que poderia ter sido agradável e tornou-se um suplício. Que tal um medidor de decibéis? Ou colocar a turma jovem - que deve estar cada vez mais surda - em ambientes com isolamento acústico?

Outro evento social vem sofrendo da síndrome do excesso: as missas de formatura, hoje mais conhecidas por “Show Missa”. Podem acreditar, algumas duram quase três horas, coisa de louco. Além disso, a organização, ou melhor, o “cerimonial” desses atos religiosos, a maioria sem noção de nada, talvez para mostrar serviço, inclui um número exagerado de músicas de gosto extravagante. Fica difícil hoje em dia alguém ter fôlego e paciência suficiente para prestigiar pessoas de sua estima em momento que, de especial, passa a ser verdadeira penitência. Pior: esse barulho todo tem sérias consequências para todos nós: influi no sono, causa estresse, irritação, nervosismo e até mesmo alterações gástricas.

Nos anos 80 não existia internet e computador era raro. A televisão importava-se em trazer  boa música, e artistas como Djavan, Gil, Chico, Caetano, Cazuza, Roberto Carlos e outros que se apresentavam com frequência nos programas de TV de maior audiência, formando assim uma geração inteira de “cabeças pensantes” que discutiam música e política no melhor estilo crítico e contestador.

Com essa carência de movimentos culturais que nos reportem á boa música, estamos fadados a ouvir o lixo da grande “cultura de massa” imposta pelas gravadoras e a ver nossos jovens passarem oito horas por dia vendo besteiras na internet e alienados pela grande mídia. Precisamos, urgentemente, voltar a um mundo mais próximo dos humanos. Como diria Lupicínio Rodrigues: “Ah! esses moços, pobres moços...”


Edward de Souza é jornalista, radialista e escritor. Escreve aos sábados no Divã do Masini e às quintas feiras no Jornal Comércio da Franca. Comanda blog próprio.

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Divaldo Moreira - nascentes do espraiado
:: 03-04-2009 8:00:00

 

Divaldo Moreira é uma pessoa educada, de conversa baixa, mas de opinião forte e direta. Seria mais simples, no entanto menos intimo, se a introdução enaltecesse as qualidades profissionais dele. Sim, Divaldo é um excelente profissional da fotografia.

O fotógrafo, atualmente no Jornal Comércio da Franca, apareceu em minha sala com uma bela publicação. “Masini... esse é meu livro autoral”, disse ele sem rodeios. A obra é surpreendente. ‘Coisa de primeiro mundo’ — reconheço o clichê — adoro clichês —, em certos momentos eles caem como uma luva.

“Nascente do Espraiado” — nome da publicação —, não nasceu recentemente. São 15 anos de registro de imagens da região de Franca. “Vi nascentes morrerem ou serem assoreadas, árvores desaparecerem, córregos definharem em decorrência da expansão urbana. A região, contudo, não perdeu o seu encanto. Ainda hoje é possível observar uma grande quantidade de espécies de pássaros, plantas e bichos” explica Divaldo. “Mas é necessário que alternativas para impactar menos essas áreas sejam buscadas”, alerta.

Há de se registrar o cuidado, a delicadeza e a modernidade do designer da capa (dura) e do miolo, a cargo de Denise Silva — é grato encontrar profissionais que valorizam com propriedade o branco. Seis fotos mereceram páginas duplas. O efeito é lindo. As legendas da jornalista Joelma Ospedal merecem meu respeito e admiração. A publicação contou com o patrocínio da Sabesp e apoio do Jornal Comércio da Franca.

Pô! Mas você não vai falar nada sobre as fotos? Não, vou parar o texto por aqui e admirá-las só mais uma vez. Prometo.

 

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