1-) Rafael Bábby como é pra você estar jogando na capital nacional do basquete que é Franca?
Para mim é uma honra muito grande poder estar jogando em um grande clube como Franca, se não fosse franca não existiria outros clubes, lógico que essa tradição que tem, pra mim e pra minha carreira, onde comecei passei fora do país, até pra mim eu acho que é uma honra estar jogando no time de Franca e futuramente terminar minha carreira aqui também, porque querendo ou não é sempre bom acabarmos em um time de elite e concluir uma história e uma cidade como franca que entende de basquete e vendo que a torcida respeita a carreira de cada um.
2-) Qual a expectativa que você dos jogadores, antes quando atuava pelo Flamengo você era vaiado, brincava tinha aquela malícia toda, o que você espera dos torcedores e qual a recepção deles?
Ah cara é engraçado como sempre fui xingado aqui né, e sempre quando vejo um francano na rua sempre falo: Pô você deve ter me xingado bastante né, mas torcida é torcida, eu acho que só estou tentando fazer meu trabalho da melhor maneira possível, o xingo vira elogios, então levo isso como elogio, não levo isso como nada pessoal, é só jogar meu basquete e fazer e dar meu melhor, igual eu dava quando jogava contra Franca e fazer meu melhor e eu sei que a torcida vai gamar em mim e vai estar na boca toda hora gritando meu nome.
3-) Qual foi a parte mais difícil pra você não estar disputando a semifinal contra o Vivo/Franca no NBB3?
Cara foi difícil porque nunca é legal ficar fora de um play-off e essa contratura que eu tive , foi uma lesão forte, uma coisa de pensar assim, as vezes o corpo está cansado, muito treino acho que foi difícil, um atleta que treina todo todo para esse momento. O play-off é tudo na carreira do atleta que quer uma final, são 3 jogos é um sacrifício parece que vem algo a mais dentro de você quando está nos play-offs , mas faz parte, é parte da carreira é parte da história e bola pra frente e espero que esse ano não aconteça nada disso que eu possa jogar o play-off para o Franca.
4-) Aquele lance no ultimo jogo quando o Penna joga a bola entre as pernas do David Teague e logo em seguida teve o lance em que o Marcelinho não acertou e deu um tapa na bola, o que você pode estar analisando sobre aquela jogada?
Acho que o Fernandinho está tendo um evolução muito grande no basquete dele, quando joguei com ele no Paulistano, vi ele tendo uma evolução excepcional jogando aqui em franca, acho que é tudo mérito dele é um jogador talentoso isso é tudo mérito dele, a qualidade de pensar rápido, isso é mérito do jogador, acho que não foi nada uma coisa desrespeitosa com o , acho que é do jogo ele pensou rápido, agiu inteligente e quando se tá ganhando o jogo tá tudo dando certo pra você essas coisas acontecem, isso que é o bonito do jogo de basquete , as vezes você faz coisas que nem acredita, então é um mérito dele e eu acho que o Marcelinho pela fúria de jogo, esta perdendo, belo profissional, respeito muito, mas isso é tudo mérito do Fernandinho, e ele está de parabéns.
5-) Como foi pra você atuar na NBA durante todo esse tempo, passando por grandes clubes como Toronto Raptors, Utah Jazz, qual a experiência de estar jogando lá e atuar ao lado de grandes jogadores como Lebron e jogadores assim?
Para mim foi uma honra né cara, porque minha vida nunca foi fácil, sai daqui aos 19 anos , segui minha vida nos estados unidos, fui conquistar na terra do basquete, acho que é tudo mérito meu mesmo, do meu trabalho, esforço, sonho determinação, todo aquele treino , dias cansados, e eu também sacrifiquei muito, fiquei 5 anos sem voltar ao Brasil, fora da minha família, fora da cultura, você fica todo perdido você não sabe mais quem você é, só focando no seu melhor, só no trabalho, e graças a deus eu tive e conquistei, isso ai não tem preço de jogar entre os melhores e ser considerado um dos melhores, eu acho que isso é uma honra minha e eu acho que isso eu vou levar pro resto da vida.
6-) Sua média no NBB3 foi de 12 pontos por jogo, 5 rebotes e 21 minutos em quadra, o que você pode considerar essa sua atuação no NBB3?
Eu acho que o time, o pivô, é um número bom pela quantidade de minutos que eu joguei, acho que é uma porcentagem boa, a melhor porcentagem do time era meu freeball, eu chutava 65 a 70% nas bolas de 2 pontos, eu acho que quando a bola entrou eu fiz meus pontos eu acho que é um número exato e um número bom, o basquete de franca é bom com o time que tem, pela filosofia do Hélio, se ele tem um pivô 5 que faz uma média dessas em 20 minutos , isso significa pra ele é bom isso ai e significa que vai evoluir muito o time ainda, eu acho que é sempre isso que ele sonhou e é um jogador importante na peça dele no time.
6-) Desde a saída de Estevam na temporada de 2006/2007 o time francano ficou sem um pivô 5, você chegou a cidade com a fama de xerifão, o que você pode falar pra nós desse apelido que os torcedores colocaram?
Ah cara, xerifão é legal, mas é tudo pelo meu estilo de jogo , eu sou grande, tenho as tatuagens, tenho a cara de mau que os caras e todo mundo fala, eu sou uma boa pessoa, jogo forte, acho que todo mundo vê em treino, eu não deixo ninguém passar fácil no garrafão, sacrifico a defesa pro meu armador, sacrifico o meu lateral, se tiver que dar uma volta eu vou dar, é por um respeito mesmo no garrafão que não vou deixar ninguém passar fácil, porque ninguém deixa a gente passar fácil quando vai atacar, então a gente tem que sempre treinar assim , pra depois ficarmos preparados pra jogar fora, porque quando formos jogar fora de casa é outro jogo.
7-) Pra encerrar como foi a sua saída do Flamengo e o que você pode estar dizendo aos torcedores francanos?
Cara minha experiência no Flamengo foi uma fase que passei, passou, fiz meu trabalho dei meu melhor, agora pro Franca só quero vir aqui e jogar meu melhor, ser feliz aqui, acho que a torcida vai cobrar, vai criticar, mas a gente sabe que a torcida sempre vai estar do nosso lado, nos dias ruins, nos dias bons, esporte é isso, se tiver todo dia alegria não tem graça, então tem que ter competição, vai ter seus altos e baixos, mas pode ter certeza que a gente está dando nosso melhor e todo mundo está dando o melhor de si, levantando cedo, treinando cedo, fazer parte física, treinando arremessos, treinando forte, com dor ou sem dor, para dar melhor basquete a cidade de Franca, vêm quando poder sair de casa se arrumar pra assistir o jogo, estar feliz e ter orgulho do time.